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| A VIDA TEM DESTAS COISAS | | Última Dica desta ROC | Como não podia deixar de ser, aqui vai a derradeira:
Embora as palavras “tchau” e “xau” tenham origem no diale(c)to veneziano “ciao” nós, portugueses, absorvemo-las do brasileiro (embora já nem nos lembremos). No Brasil existe uma grande colónia italiana e, sendo um povo que gosta de música e sonoridades alegres e quentes, o “ciao” (expressão francamente sonora), passou a ser a forma corrente de dizer adeus, até logo, etc.
“Ciao” é a redução da seguinte frase: “Io sono suo schiavo” [íò sónò súò skiávò] que significa «eu sou seu escravo». A tradução em português será: «Eu estou às suas ordens» ou «Eu estou servilmente às suas ordens».
Péssimo!
De “ciao” a “xau” é um pulinho; uma sonoridade foleira, não? Ainda para mais ‘cheira’ a detergente para a roupa.
Acho que a nossa língua (não literalmente, salvo seja!) Nos oferece muitas outras formas de despedida, sem declararmos o nosso servilismo, nem ficarmos a cheirar a detergente para a roupa.
Adeus para todos os gostos:
Adeus dos Madredeus
http://www.youtube.com/watch?v=uLwrjQkytfc
Goodbye Blue Sky, dos Pink Floyd
http://www.youtube.com/watch?v=_0v07InoFiU
Goodbye yellow brick road, de Elton John (para os da minha geração, esta é daquelas que cheira a festa de garagem)
http://www.youtube.com/watch?v=43Ho_6C_fM4
Goodbye, das Spice Girls
http://www.youtube.com/watch?v=a30E1UQrIPc
Time To Say Goodbye Andrea Bocelli & Sarah Brightman
http://www.youtube.com/watch?v=Sp0ccQVy1og
E a minha preferida:
Hello Goodbye, dos Beatles
http://www.youtube.com/watch?v=QShSmpI0r9k
E desta feita me vou…
Fui um prazer trabalhar com as equipas da LPM “y sus muchachos”
"May The Force (and creativity) Be With You"
BEIJO da
Maria Teresa Loureiro
| ![]() | | ROC, 18-07-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Dicas reforçadas para dias de chuva | Reforço algumas dicas para que fiquem bem sistematizadas (J) nos hábitos de escrita de comunicados e informações para a imprensa:
DICA 1
30º = trinta graus
2º = dois graus
30.º = trigésimo (número ordinal)
2.º = segundo (número ordinal)
A diferença está no “pontinho” antes do “ozinho”.
DICA 2
No corpo dos textos, as percentagens devem ser escritas por extenso:
20% = 20 por cento.
DICA 3
Por norma (salvo por alguma razão específica), a ordem da informação no “lead” deverá ser a resposta a estas três questões:
Quem? O quê? Quando? Onde?
É claro que depende do que se quer realçar.
Evitem começar o “lead” com a informação “Quando”: “No sábado, 19 de Abril, a Fundação … realiza o seminário…”
Se quiserem datar os comunicados façam-no:
Logo no início (muito estilo americano) “15 de Julho – A Fundação … realiza o seminário … hoje… “
No final do texto.
DICA 4
Antetítulo e Título
Os títulos e os antetítulos devem ser inspirados no “lead”, (ou parágrafo de abertura) sem serem repetitivos, nem “matarem” a informação nele apresentada.
Não se devem repetir palavras no título e no antetítulo de um mesmo Comunicado de Imprensa.
Ø Os títulos e antetítulos não devem ser pontuados.
Ø Títulos descritivos não devem exceder as seis, no máximo sete, palavras.
Ø Títulos-síntese não devem exceder as quatro, no máximo, cinco palavras.
Ø O antetítulo deve ter um corpo de letra inferior ao do título.
Ø O antetítulo, de preferência, deve limitar-se a uma única palavra, ou a uma expressão.
NOTA: Aconselho seriamente a que leiam o Livro de Estilo, pelo menos as primeiras 11 páginas.
A LPM prima por diversas diferenças, uma delas é a escrita de comunicados para a imprensa.
Não descurem a consulta do dicionário, em caso da mínima dúvida que vos assalte. Não confiem 100 por cento no corrector automático.
Base rápida e segura de consulta:
http://www.infopedia.pt/default.jsp?qsFiltro=14
Não se esqueçam que o Acordo Ortográfico veio para ficar e que convém pensar nisso, pois o que hoje pode ser considerado uma defesa da língua portuguesa “teimosa”, daqui a uns tempos passa a ser erro ortográfico. | ![]() | | ROC, 16-07-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Uma questão de avagarar | E não é que existe o verbo avagarar?
Significa «tornar vagaroso; tornar lento; retardar» e vem «de a- + vagar + -ar».
Despacha-te, não estejas para aí a avagarar o passo!
Neste momento não podes avagarar o ritmo de trabalho.
Avagaremos a corrida, estou estafado. | ![]() | | ROC, 15-07-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Concordâncias a que as percentagens obrigam | Relativamente à concordância das percentagens, para nos ajudar, podemos recorrer às seguintes regras:
ü 55 por cento dos professores concordaram com a proposta = O que vem depois da percentagem está no plural (o substantivo "professores"), assim, não temos outra escolha: o verbo tem mesmo de ir para o plural.
ü 55 por cento da população escolar ficou em casa. O que vem a seguir à percentagem é um substantivo e um adjectivo no singular ("população escolar"), portanto, o verbo vai também para o singular.
ü 55 por cento concordaram com a proposta. A seguir à percentagem não temos nada, pelo que a concordância faz-se com o número 55.
ü 1 por cento ficou em casa. O verbo teria de se empregar no singular, já que o número é, também, singular.
ü 1 por cento dos alunos ficaram em casa ou 1 por cento dos alunos ficou em casa? Nestes casos creio que a escolha é facultativa, desde que compreendamos que o verbo pode ir para o plural porque o que segue a percentagem (“os alunos) é plural, ou pode ficar no singular porque nos referimos a 1 aluno em cada 100. | ![]() | | ROC, 14-07-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Audiências | Sobre a utilização do substantivo audiência.
Audiência refere-se ao acto de ouvir ou de dar atenção a quem fala; em termos de rádio e televisão o seu significado recai sobre o conjunto de pessoas que assistem a um programa de televisão ou ouvem uma emissão. Na verdade, e para o que nos interessa, implica uma “audição” (acto de ouvir), isto é, implica que haja interferência dos ouvidos.
Assim, quando utilizamos a expressão “líder de audiências” devemos ter em atenção o canal de emissão a que nos referimos. Se falarmos da rádio ou da televisão, por exemplo, tudo bem, agora se nos referimos a revistas ou jornais, por exemplo, devemos optar por algo como “líder de vendas”, já que não creio ser hábito lermos as revistas e os jornais em voz alta para que outros nos oiçam. | ![]() | | ROC, 11-07-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Toma :: Tomada | Aconselho a seguinte utilização dos substantivos femininos toma e tomada:
Toma, enquanto «Porção de remédios ou medicamentos que são ministrados de cada vez», como definido no Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa.
Engoli os medicamentos numa só toma.
Regras a seguir para a toma de medicamentos.
Tomada, como a «acção de tomar».
A tomada da Bastilha, a 14 de Julho de 1789.
Uma tomada de decisões inteligente. | ![]() | | ROC, 08-07-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Dica do dia | | Pôr do Sol :: Pôr-do-sol | Os dicionários e vocabulários de língua portuguesa não são unânimes no que respeita à grafia de pôr do Sol/pôr-do-sol.
O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências de Lisboa/Verbo, 2001) regista a forma hifenizada pôr-do-sol.
O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (edição brasileira da Editora Objetiva, 2001; edição portuguesa do Círculo de Leitores, 2002) prefere o registo da locução substantiva pôr do Sol. O argumento para a não hifenização prende-se com o facto de o pôr ser um fenómeno astronómico comum a vários astros e não exclusivo do Sol, e na verdade nenhum dicionário regista a palavra hifenizada nascer-do-Sol
Na minha modesta opinião, creio que a diferença de se utilizar hífenes ou não tem a ver com o sentido que pretendemos dar à frase. Se nos referimos à hora a que o Sol se põe e não ao acontecimento em si, devemos escrever: pôr do Sol (sem hífenes e Sol com maiúsculas). Se nos referimos ao fenómeno/acontecimento, devemos escrever pôr-do-sol, com hífenes e sol com minúscula.
Assim sendo, dependendo do que se pretende significar, é correcto escrever: pôr do Sol ou pôr-do-sol.
O plural deverá ser escrito de uma das seguintes maneiras:
Pores-do-sol
Pores do Sol
Nota / Sistematizando:
Escrevemos Sol (com inicial maiúscula), quando nos referimos exclusivamente ao astro.
Escrevemos pôr-do-sol, com hífenes e sol (com inicial minúscula), quando não nos referimos ao astro, mas sim á ocasião, ao momento, ao aspecto em que o Sol se põe.
Se quisermos referir-nos à hora a que o Sol (o astro) se põe, temos de escrever ao pôr do Sol, porque se refere ao astro, o Sol, e não ao aspecto do acontecimento.
O sol a incidir-me no rosto incomodava-me.
Olhei para o Sol e os olhos doeram-me
O pôr-do-sol no deserto é fantástico.
Tudo aconteceu ao pôr do Sol. | ![]() | | ROC, 07-07-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Sustentar ou Sustentabilizar? | Actualmente, a nossa língua oferece-nos o verbo sustentar para significar: ‘fazer durar’, ‘manter estável’, o que, à partida, torna dispensável o verbo sustentabilizar, até porque, comparativamente, podemos considerá-lo como uma formação absurda, imaginem que em vez de lavar passávamos a dizer, e a escrever, lavabilizar J.
Quando utilizamos o verbo sustentabilizar, estamos a querer dizer: tornar sustentável.
Quando utilizamos o substantivo sustentabilização, estamos a querer dizer: acto ou efeito de sustentabilizar
Na realidade, ambos os vocábulos estão bem formados, do ponto de vista morfológico, embora ainda não existam “oficialmente” em português, daí o seu uso poder ser considerado incorrecto.
No entanto, hoje em dia, o tema da sustentabilidade (dos governos, dos sistemas económicos, do planeta...) é recorrente no domínio público e, nessa medida, o verbo sustentar não parece ser suficiente para incorporar o sentido de «tornar sustentável» — tal como, bem vistas as coisas, “lavabilizar”, se significasse “tornar lavável”, também teria, afinal, um sentido novo e diferente de lavar.
Na verdade, se os dicionários atestam sinónimos perfeitos como sustentação e sustentamento, sustentador e sustentante, por que motivo não hão-de contemplar também os termos sustentabilizar e sustentabilização?
Tudo depende do uso. Por uma questão de precaução aconselho a que nos mantenhamos no verbo sustentar e no substantivo sustentável, mas num contexto que permita alguma criatividade, podemos arriscar as versões sustentabilizar e sustentabilização, desde que saibamos defender o nosso ponto de vista, nunca esquecendo de referir que morfologicamente os vocábulos estão correctos, lembrem-se do verbo contar e contabilizar, que têm significados diferentes, embora sejam filhos da mesma raiz. | ![]() | | ROC, 03-07-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Ambientamo-nos a tudo... | O verbo ambientalizar é um neologismo (to ambientalize), e não está dicionarizado, nem mesmo no Dicionário 2009 que contempla as alterações registadas pelo Acordo Ortográfico.
Aliás, dispomos de uma expressão bem portuguesa dicionarizada: ambientar, que certamente serve para o que pretendemos significar: «adequar(-se), adaptar(-se) a um ambiente» ou, ainda, «desenrolar-se».
Assim, o neologismo ambientalizar, não correspondendo a uma nova realidade ou a uma necessidade expressiva, pode ser considerado como redundante no conjunto do léxico português.
Ambientemo-nos, pois, a este calor.
Existe uma ocorrência de ambientalizado no Corpus do Português:
«Assim, Alencar revela o ancestral não apenas grandioso mas sacralizado e ambientalizado sob a forma de mito.»
In: “O indianismo épico em Ubirajara romance de José de Alencar”
De: Mirhiane Mendes de Abreu, da Universidade Estadual de Londrina | ![]() | | ROC, 01-07-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Sobre abreviaturas da expressão ‘antes de Cristo’ e ‘depois de Cristo’ | A Academia das Ciências de Lisboa o dicionário "Universal" da Texto Editora recomendam que se utilizem as seguintes abreviaturas:
a.C. (antes de Cristo), d.C. (depois de Cristo). Com pontos e a, d em minúsculas, C em maiúsculas.
Há quem proponha outra solução que é A.C. e D.C., eu prefiro manter o conselho da Academia das Ciências, até porque escrevemos por extenso ‘antes ou depois de Cristo’ e não ‘Antes ou Depois de Cristo’. | ![]() | | ROC, 27-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Poemas da minha vida 1 | "O cisne, quando sente ser chegada"
O cisne, quando sente ser chegada A hora que põe termo a sua vida, Música com voz alta e mui subida Levanta pela praia inabitada.
Deseja ter a vida prolongada Chorando do viver a despedida; Com grande saudade da partida, Celebra o triste fim desta jornada.
Assim, Senhora minha, quando via O triste fim que davam meus amores, Estando posto já no extremo fio,
Com mais suave canto e harmonia Descantei pelos vossos desfavores La vuestra falsa fé y el amor mio.
De: Luís Vaz de Camões
| ![]() | | ROC, 26-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Siglas sem plural, por favor! | Há muito que se convencionou que as siglas não têm plural, na verdade, não precisam do s do plural, porque, geralmente, são antecedidas de determinativos que as pluralizam ou as singularizam:
As CRGE: Companhias Reunidas Gás e Electricidade.
As ONG: Organizações Não Governamentais.
Os CD: Compact discs
Os NIF: Números de Identificação Fiscal.
Os DVD: Digital Video Discs.
Etc…
Se houvesse várias LPM (coisa inimaginável) deveríamos escrever: as LPM e nunca as LPMs, ou ainda pior, as LPM’s (erro crasso).
Caso façam questão de pôr um essezito no final, POR FAVOR, nunca o coloquem após um apóstrofo (CD‘s), isso sim é um erro daqueles… No máximo CDs, DVDs. | ![]() | | ROC, 24-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Adjectivos, adjectivos | O adjectivo climatérico tem o mesmo significado de climático (ou climatológico, também), isto é, relativo ao clima.
Assim, podemos dizer:
Alterações climatéricas
ou
Alterações climáticas
ou
Alterações climatológicas
E todas as versões estão correctas.
Grande língua a nossa, não? | ![]() | | ROC, 23-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Não há desculpas para não ler... | “Os Lusíadas” podem ser lidos online em:
http://www.oslusiadas.com/content/view/18/41/ | ![]() | | ROC, 20-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | As primeiras palavras podem fazer a diferença! | | ... como em tudo na vida. | " I read the headline and the first paragraph. If it grabs me, I read the rest."
Quem o afirma é Richard Westlund, especialista norte-americado, da Westlund Communications Group, Miami. | ![]() | | ROC, 20-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | A essência do EU | Caminhando cada vez mais devagar, absorvido pelos pensamentos, Sidarta perguntou-se a si mesmo: “Mas que desejaste aprender dos teus mestres e extrair dos seus preceitos? Que será aquilo que eles, que tanto te ensinaram, não conseguiram propiciar-te?” E ele encontrou a resposta: “Era meu desejo conhecer o sentido e a essência do eu, para desprender-me dele e para superá-lo. Porém não pude superá-lo. Apenas logrei iludi-lo. Consegui, sim, fugir dele e furtar-me às suas vistas. Realmente, nada neste mundo preocupou-me tanto quanto esse eu, esse mistério de estar vivo, de ser um indivíduo, de achar-me separado e isolado de todos os demais, de ser Sidarta! E de coisa alguma sei menos do que sei quanto a mim, Sidarta!”
In: "Sidarta", de Hermann Hesse | ![]() | | ROC, 19-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Novas expressões do marketing e da publicidade | DADA e a sociedade do "corta e cola".
DATA e a arte de (re)contar histórias.
ALPHA e os comunicadores da matilha.
BETA e os testes perpétuos.
Para saber mais bisbilhotar aqui | ![]() | | ROC, 18-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Verbos para conhecer e arrumar a um canto da memória | Hoje, inspirada no blogue Corta-Fitas, escolhi um verbo que vos pode ajudar a fazer figura, embora a sua pronúncia seja algo apalermada.
Refiro-me ao verbo ajoujar: prender com ajoujo (J); fazer vergar com um grande peso (sentido figurado); juntar-se; submeter-se.
Não nos ajoujemos a situações com as quais não concordamos (credo!).
Ajoujem-se e decidam de uma vez por todas (credo! a dobrar).
Estás para aí ajoujado, como se carregasses o peso do mundo. (ok, desisto). É um verbo mesmo feioso. | ![]() | | ROC, 17-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Fora com os 'hem?!' da nossa vida | O “hem” é uma interjeição comummente usada para exprimir uma interrogação, uma dúvida em relação a algo que não se ouviu bem ou não se percebeu. Por muito estranho que pareça, vem do latim hem.
É aquela expressão que nos desagrada nas crianças, pré-adolescentes, adolescentes, jovens e alguns adultos e que soa mais ao menos assim:
Hã????
Aconselho a que se substitua o “hem?” por umas das muitas hipóteses que a língua portuguesa oferece:
Como?
Diz?
Diga?
O quê?
Etc…
Etc…
Etc…
| ![]() | | ROC, 16-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Quem disse que as emboscadas não resultam? | | Marketing de emboscada | Ferramenta de marketing que se caracteriza pela inserção alternativa de marcas em eventos e/ou veículos publicitários de uma forma não oficial e sem custos de veiculação ou aparição.
É um tipo de marketing frequente no mundo do desporto, já que este sector tem grande repercussão e, geralmente, os seus campeonatos, jogos, troféus, etc. são transmitidos para uma grande audiência.
Exemplo ‘inócuo’ de marketing de emboscada:
A estratégia da Apple para divulgar a versão “black and white” do seu novo “notebook”: entregaram um “macbook” a Gisele Bundchen e outro a Allesandra Ambrosio num desfile de moda. Duas super-modelos num super-evento. Resultado: uma tonelada de fotografias de miúdas muito giras e, é claro, dos macs da Apple a circularem por todo o mundo, na Internet, e não só. | ![]() | | ROC, 12-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | A linguagem pensa-nos e nós pensamos através dela... | "As palavras têm para mim uma extrema importância. Que elas possuam uma vida própria, portanto, sejam mortais, é uma evidência para quem não reivindica um pensamento definitivo e uma visão edificante. Como é o meu caso. Existe na temporalidade das palavras um jogo quase poético de morte e de renascimento: as sucessivas metaforizações fazem com que uma ideia se torne noutra coisa para lá dela mesma - uma 'forma de pensamento'. Porque a linguagem pensa, pensa-nos e pensa por nós, pelo menos enquanto nós pensamos através dela. Trata-se aqui de uma troca, que pode ser simbólica, entre palavras e ideias."
Palavras de Jean Baudrillard, em "Palavras de Ordem" | ![]() | | ROC, 11-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Para que não haja dúvidas... | Xeque-mate é a designação que se dá ao lance que põe termo ao jogo de xadrez, aquela altura frustrante em que o rei não pode ser deslocado sem ser tomado, comido, apedrejado, torpedeado, etc. É mais ao menos “sinónimo” do famoso Dia D. | ![]() | | ROC, 11-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Sonhar a realidade | "O homem, como não está satisfeito consigo nem com a realidade, inventa mundos. Há necessidade de um exercício mental, às vezes filosófico, às vezes poético, às vezes de ficção. É necessário sonhar"
Quem o afirma é o escritor cubano Senel Paz à Visão desta semana.
Por vezes, temos de nos "limitar" a sonhar com muita força, acordados, senão como aturar o dia-a-dia que inventámos para nós próprios? | ![]() | | ROC, 11-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Economia a quanto obrigas | |
PRIME RATE Taxa de juro praticada pelos grandes bancos para os seus melhores clientes, isto é, para os clientes que envolvam menor risco.
Pode, também, servir de indexante a outros clientes.
Cada banco tem a sua Prime Rate. Apesar de ser uma taxa livre, há que ter em consideração que se esta aumentar (através da inflação ou dos grandes custos dos recursos dos bancos) os consumidores não recorrem aos bancos, se diminuir pode provocar a falência das empresas. | ![]() | | ROC, 11-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Palavras com Dono | "Si j'accepte de juger un texte selon le plaisir, je ne puis me laisser aller à dire: celui-ci est bon, celui-là est mauvais. (...); le texte (...) ne peut m'arracher que ce jugement adjectif: c'est ça! Et plus encore: c'est cela pour moi!"
Roland Barthes
Tradução livre (Se aceito julgar um pelo prazer que me dá, não posso cair na tentação de dizer: este é bom, este é mau (...) o texto (...) só pode arrancar-me este julgamento adjectivo: é isso! E mais ainda: para mim é isso!) | ![]() | | ROC, 08-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | "Gatekeepers" | |
Gatekeepers:
Em redes convergentes, são dispositivos que provêem funções de controle similares às funções providas pelas centrais privadas PBXs nas redes convencionais de voz. Eles também provêem funções adicionais, tais como: encaminhamento de chamadas, manutenção de chamadas em espera e conferência de chamadas. Em geral é utilizado em soluções que empregam o protocolo H.323.
Para o que nos interessa, GATEKEEPERS não são “menina(o)s” do PBX, mas:
Editores e outras pessoas com funções de selecção de notícias. | ![]() | | ROC, 06-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Ás para todos os gostos e ocasiões | Atenção à diferente acentuação do A:
Ás (acento agudo)= substantivo
O ás de copas
Às (acento grave) = contracção da proposição (a) com artigo definido (a) ou pronome demonstrativo (a)
Vou às compras. | ![]() | | ROC, 04-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Cartel | Cartel (do francês cartel, «carta de desafio», do italiano cartello, «anúncio; cartaz») tem vários significados, entre eles:
Acordo entre várias empresas comerciais e industriais de um dado sector que tem por fim obter ou defender o monopólio em determinado mercado; escrito ou mensagem que encerra provocação; anúncio; cartaz; dístico; coligação.
Na área militar, trata-se de um acordo entre chefes militares em guerra para um fim comum (por exemplo, troca de prisioneiros).
O que nos interessa para agora é o seu significado económico:
Forma de oligopólio (situação de mercado em que um número reduzido de vendedores controla toda a oferta de serviços ou mercadorias) em que empresas legalmente independentes, actuantes do mesmo sector, estabelecem acordos entre si para promover o domínio de determinada oferta de bens ou serviços.
A forma mais conhecida de cartel é a fixação de preços iguais ou muito semelhantes entre as empresas envolvidas, minimizando as oportunidades da concorrência leal. | ![]() | | ROC, 04-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Palavras que nos confudem | Descobri este site que não posso deixar de partilhar com os leitores do meu blogue. Reúne 3.210 palavras inglesas que, por vezes, levam a algumas hesitações.
| lay |
to set down or place something |
| lie |
to recline; to tell a falsehood |
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Examples |
Lay your weapons on the table. |
| I like to lie in the sun by the lake. |
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I don't lie, said George Washington.
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| lay |
to place horizontally (active past tense of lie) |
| laid |
put down (past tense and past participle of lay) |
| lain |
to be horizontal (past participle and passive past tense of lie) |
| lied |
told a falsehood (past tense and past participle of lie) |
|
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Examples |
I lay in the sun all day yesterday. |
| George Washington never lied. |
| She laid her cards on the table. |
| She was laid to rest. |
| She had lain in the sun all afternoon. | | ![]() | | ROC, 03-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | "Carjacking" | Para quem não sabe o carjacking de que tanto se fala (infelizmente) significa sequestro automóvel. Sequestro = rapto.
Esta expressão não dá mostras de vir a ter uma tradução para português, assim, o facto de a utilizarem não vai por em causa a vossa capacidade retórica (de bem falar). Caso sejam puristas da nossa língua (o que também está na moda actualmente) podem optar por “sequestro ou rapto automóvel”, embora corram o risco de que vos olhem com estranheza. | ![]() | | ROC, 03-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Palavras com Dono | «Gosto de pensar que edito livros como quem trata de uma vinha.»
Manuel Hermínio Monteiro | ![]() | | ROC, 03-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Quem é que ainda não foi à Feira do Livro? | | Francisco José Viegas diz-nos o que a Feira do Livro significa para ele. | ![]() | | ROC, 02-06-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Avaliador de comunicados de imprensa | | Já existe um programa informático que avalia e classifica comunicados de imprensa, de forma a que saibamos, logo à partida, qual efectividade que vão ter junto dos media. O mundo está mesmo a perder a graça. Como posso eu, simples humana, mera escritora de romances, de contos e de artigos, competir com isto? | ![]() | | ROC, 31-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Glossário da Língua Portuguesa III | ‘Tortura III’:
Agatoide (semelhante à ágata) (em vez de agatóide) – Já perceberam que as palavras com esta terminação perdem o acento gráfico, não? Assim, da mesma forma, teremos, a partir de agora: palermoide, monoide, etc.
Aceção
Acupuntor
Acupuntura
Adenção
Adoção
Adotar
Adotivo
Agroindústria
Agroindustrial
Amídala (em vez de amígdala)
Amidalite
Anabatismo (em vez de anabaptismo)
Anistia (em vez de amnistia, credo!!!!!)
Anistiar
Anjo da guarda (em vez de anjo-da-guarda)
Anorético
Antartico
Anteprojeto
Antiapoplético
Anticético
Anticoncecional
Anticoncetivo
Anti-infecioso
Antirracista
Antirreligioso
Antirrepublicano
Antirregulamentar
Antirreumatismal
Antirroubo
Antirrisco
Antirrugas
Antissemita
Antissético
Antissoviético
Antissocial
Apercetível
Arimética (em vez de aritmética , esta nem era lá muito muda, enfim...)
Arquiteto
Arquitetura
Arquissacerdote
Aspeto
Assuntível (em vez de assumptível)
Atração
Atratividade
Autoacusação
Autoajuda
Autoanálise
Autodidata
Autoestrada
Autoindução
Autoproteção
Autossuficiente
Azul da prússia (em vez de azul-da-prússia)
E acabou-se o A.
Amanhã passamos para o B.
Atenção: Este glossário não é exaustivo e, obviamente, não substitui o dicionário. Pretende apenas ir-nos incutindo o hábito de escrever de acordo com as novas normas do vocabulário português.
A partir de 1 de Julho a LPM diz adeus, com uma lágrima no olho, às consoantes mudas. | ![]() | | ROC, 29-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Glossário da Língua Portuguesa II | Mais uns elementos para o vosso Glossário de Português.
Ata (em vez de acta)
Ativa
Ativação
Ativador
Ativante
Atividade
Ativista
Ativismo
Ativo
Ato (em vez de acto)
Ator (em vez de actor)
Atriz
Atuação
Atualidade
Atualista
Atualização
Atualizar
Atualmente
Atuante
Atuar
Atuarial
Atuário
Atuoso
Adenoide (sem assento adenóide)
Adjeção (acrescentamento)
Adjetivação
Adjetivo
Adjetivado
Adjetivar
Adjetividade
Adjetival
Adoção
Adocionismo
Adotar
Adotante
Adotivo
Afeção
Afetação
Afetante
Afetividade
Afetivo
Afeto
Afetuosidade
Afetuoso
Já chega por hoje, já estou cansada J
Não fiquem tristes. Devemos continuar a ser afetivos para com os nossos irmãos brasileiros e não nos deixar afetar por estas questões.
As alterações para os brasileiros também não são simples:
Afrouxamento, em vez de Afroixamento
Enfraquecer, em vez de Afracar. | ![]() | | ROC, 28-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Os 50 BLOGUES mais poderosos do mundo | Fiquei surpreendida por não ver o meu blogue na lista :)
http://www.guardian.co.uk/technology/2008/mar/09/blogs
Mas aqui estão eles, para quem quiser ir espiolhar. | ![]() | | ROC, 27-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Férias em casa | staycation n. A stay-at-home vacation. Also: stay-cation.
http://www.wordspy.com/words/staycation.asp
Fantástico, não? | ![]() | | ROC, 27-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Glossário da Língua Portuguesa I | A partir de hoje, tentarei registar, todos os dias, um ou mais exemplos de alterações da grafia portuguesa, de acordo com o Acordo Ortográfico.
Atenção: isto não substitui a consulta do dicionário, já que serão só exemplos aleatórios e dispersos.
Abstração = ato ou efeito de abstrair-se.
Abstrato
Abstracionismo
Abstracionista
Abstrativo
Ação = ato ou efeito de agir.
Acionado
Acionador
Acional
Acionamento
Acionar
Acionista (em vez de accionista).
Aceção (em vez de acepção) = interpretação, sentido de uma palavra ou frase. | ![]() | | ROC, 27-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | "Não sei o quê desgosta" | | Eu sei o que me desgosta: ficarmos sem os manuscritos de Fernado Pessoa | Não sei o quê desgosta
A minha alma doente.
Uma dor suposta
Dói-me realmente.
Como um barco absorto
Em se naufragar
À vista do porto
E num calmo mar,
Por meu ser me afundo,
Pra longe da vista
Durmo o incerto mundo.
Fernando Pessoa
| ![]() | | ROC, 26-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Feira do Livro Finalmente | Excelente notícia:
A FEIRA DO LIVRO DE LISBOA ABRE NO SÁBADO. | ![]() | | ROC, 21-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Pedibus = Autocarros Pedonais | Pedibus é a melhor forma de ir para a escola: a pé, em fila indiana, aos pares, em grupo, enfim, a andar. Excelente para quem vive relativamente perto da escola e não tem de depender do carro para chegar às escolas e ao trabalho. Este é o meu meio de transporte favorito, a par com a bicicleta.
Pedibus tem invenção australiana (imaginem) e pretende reduzir a poluição provocada pelos automóveis.
Estes "autocarros pedonais" têm paragens, horários e condutores específicos. Os condutores são pais que se organizam entre eles para, alternadamente, levarem os filhos e colegas dos filhos à escola.
Excelente para a saúde em todos os sentidos.
Condutores, ATENÇÃO ÀS PARAGENS dos PediBus | ![]() | | ROC, 21-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | COLÓQUIO Letras para todos | A revista COLÓQUIO Letras apoiou-me durante os anos de Faculdade e contribuiu para a minha formação literária e cultural. Tenho praticamente todos os números em casa, em papel, mas fico feliz por já ser possível aceder aos seus textos via Internet. A Gulbenkian está de parabéns, já tardava!
"A revista Colóquio/Letras nasceu em 1971, bem como a revista Colóquio/Artes, resultantes da cisão da Colóquio, Revista de Artes e Letras.
Dirigida por Hernâni Cidade e Jacinto do Prado Coelho, secretariada por Luís Amaro, a revista Colóquio/Letras estreou-se com periodicidade bimestral, passando a trimestral em 1992. Em 1984 David Mourão-Ferreira assume a sua direcção que, em 1996, passa a ser assegurada por Joana Varela." | ![]() | | ROC, 20-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Acordo Ortográfico em linha | Afinal parece que não vamos ter uma meia dúzia de anos para nos adaptarmos ao Acordo Ortográfico, ele chegou para ficar.
A LPM está habituada a desafios, e sendo pioneira na área da comunciação, estende a sua maneira de estar à utilização da língua portuguesa. A adaptação interna será gradual, de forma a sistematizar e a cimentar a utilização do português na sua forma mais recente. | ![]() | | ROC, 19-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | O Adeus às Consoantes Mudas | Maio e Junho são os meses em que vamos varrer as consoantes mudas cá de "casa".
Recordo:
O c e o p das sequências interiores manter-se-ão nos casos em que são invariavelmente proferidos:
compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural; adepto, apto, díptico, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto.
O c e o p eliminar-se-ão nos casos em que são invariavelmente mudos:
ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo.
Nos casos em que se eliminar o p nas sequências interiores (mpc, mpç e mpt), o m passa a n:
assumpção passa a assunção; assumptivo passa a assuntivo; peremptório passa a perentório, sumptuoso passa a suntuoso, sumptuosidade passa a suntuosidade.
Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente:
o b da sequência bd, em súbdito; o b da sequência bt, em subtil e derivados; o g da sequência gd, em amígdala, amigdalite; o m da sequência mn, em amnistia, amnistiar, indemne, indemnizado, indemnizar, omnipotente, omnisciente, etc.; o t da sequência tm, em aritmética e aritmético.
| ![]() | | ROC, 19-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | do português do Brasil | |
POEMA DE HELENA LANARI
Gosto de ouvir o português do Brasil
Onde as palavras recuperam sua substância total
Concretas como frutos nítidas como pássaros
Gosto de ouvir a palavra com suas sílabas todas
Sem perder sequer um quinto de vogal
Quando Helena Lanari dizia o "coqueiro"
O coqueiro ficava muito mais vegetal
Já dizia SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN | ![]() | | ROC, 19-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Considerações sobre a "bagunça" | |
Ora bem, bagunça é uma expressão brasileira que pretende significar: uma máquina de mover aterro ou na sua utilização mais comum, desordem, confusão. É, portanto, uma expressão importada de além-mares.
Poderia sugerir a expressão trapalhada, mas essa é ainda pior, já que advém da junção de trapo+alhada, isto é, uma trapada. Sendo assim, e tentando manter o ‘nível’, só posso aconselhar o termo portuguesíssimo balbúrdia.
Balbúrdias ‘famosas’:
http://www.barnyardmovie.com/intl/pt/home.html
http://www.youtube.com/watch?v=ttcZNzODSo4
| ![]() | | ROC, 15-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Sobre a expressão "diametralmente oposto" | Esmiuçando a questão, diria que esta é uma expressão que peca pelo exagero, já para não falar na pouco subtil redundância. Senão vejamos os respectivos significados dicionarizados:
Diametralmente é um advérbio de modo, que significa: de modo semelhante ao da posição dos pontos extremos do diâmetro. Ainda se recordam o que é o diâmetro? Para quem se esqueceu das aulas de geometria aqui vai: diâmetro é um segmento de recta que une dois pontos de uma circunferência e que, ao passar pelo centro, a divide em duas partes iguais. Assim, diametralmente significa, só por si, em pontos opostos. Diametralmente pode, ainda, ser utilizado em sentido figurado, e nesse caso significa: completamente, absolutamente.
Oposto, pode ser utilizado como adjectivo ou substantivo e significa: colocado em frente a alguma coisa; que está defronte; que é totalmente diferente; inverso; contrário; que faz oposição; antagónico.
Já estão a ver a redundância? É quase tão ’boa’ como o “subir para cima” ou o “descer para baixo”.
Como é que algo pode ser oposto sem o ser completamente, absolutamente?
Será possível termos algo só um bocadinho oposto? Ou algo oposto pela metade?
Enfim, espero ter-vos convencido a deixarem cair esta expressão.
| ![]() | | ROC, 13-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | A Cultura Comunica-se | O meu colega Francisco Reis surpreendeu-me logo de manhã com o seguinte apelo:
"A Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira, entidade pública, sem fins lucrativos, destinada à promoção de iniciativas culturais no âmbito do diálogo multicultural e com enfoque na cultura afro-brasileira, tem o prazer de apresentar a V.Exa. a sua publicação periódica trimestral «Sem Correntes». A revista digital «Sem Correntes» é um espaço de opinião livre, consciente, democrática, multicultural e dialogante.
A Revista «Sem Correntes» tem por principais objectivos: a promoção do diálogo intercultural, divulgação da identidade afro-brasileira, a criação de um espaço de debate, a difusão de ideias que aproximem os países da lusofonia.
A Revista «Sem Correntes» está aberta à participação de todos, quer permanente quer pontual. Quebre as correntes e promova uma nova forma de falar de cultura!!!!"
Para mais informações "entrem" aqui
| ![]() | | ROC, 13-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Viva a Feira do Livro de Lisboa | Abstruso (do latim abstrusu-, particípio passado de abstrudere, 'ocultar')
Adjectivo que significa: desordenado, impenetrável, obscuro.
Não há, de facto, melhor adjectivo para classificar o que se está a passar com a Feira do Livro de Lisboa. Infelizmente, este é um problema recorrente; todos os anos, umas semanas antes do evento, lá temos o coração na mão, à espera do que vai acontecer à "nossa" Feira do Livro. Há uns anos tive a oportunidade de estar envolvida no desentendimento entre a APEL e a UEP, muito proximamente, e de assistir ao desenrolar da "estória", na altura era adjunta da Vereadora da Cultura; felizmente, nesse ano conseguiu-se resolver a contenda a contento de todos, sobretudo do público que habitualmente invade o Parque Eduardo VII. | ![]() | | ROC, 12-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Palavras com Dono | "Escrever curto não é encurtar a informação - é encurtar a distância entre o emissor e o receptor."
In: Dossier Pédagogique, n.º 10, Loic Hervouer. | ![]() | | ROC, 09-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Já Hemingway dizia... | Ernest Hemingway, vencedor do Prémio Pulitzer de Reportagem, em 1954, resumiu muito bem as regras fundamentais para a escrita jornalística:
"Frases curtas, verbos no indicativo, sempre na voz activa, linguagem simples e afirmativa."
E pronto, os ingredientes estão todos aqui. | ![]() | | ROC, 09-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Bolas de Berlim | A Bola de Berlim (também conhecida como sonho, no Brasil) é um bolo tradicional português, semelhante à Berliner alemã. Enquanto que a “bola alemã” é recheada com doces vermelhos (morango ou framboesa), a nacional é recheada com creme pasteleiro.
As bolas de Berlim são fritas e polvilhadas com açúcar, antes de serem recheadas com o creme pasteleiro.
As suas congéneres alemãs têm um diâmetro um pouco menor e são normalmente polvilhadas com açúcar mais fino.
Boas para gulosos de todo o mundo! | ![]() | | ROC, 09-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Feira do Livro Anarquista | Para quem gosta de Livros.
Para quem gosta de Feiras.
Para quem gosta de Lisboa.
Para quem gosta da Mouraria.
http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/ | ![]() | | ROC, 08-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Sobre alguma da Melancolia que vale a pena | Melancolia (do grego μέλας "negro" e χολή "bilis") é um estado psíquico de depressão sem causa específica. Caracteriza-se pela falta de entusiasmo geral.
“Há melancólicos que são artistas”, diz Yvette Centeno ao Público de hoje.
“A depressão causa apatia. A melancolia gera uma turbulência no coração que resulta numa contestação permanente do status quo e numa vontade contínua de criar novas formas de ser e de ver.”, diz Eric G. Wilson no livro “Against Happiness: In Praise of Melancholy” (in Público de hoje).
"A melancolia é uma tristeza com um pouco de leveza" , diz Italo Calvino
Melancolia
a tristeza consome engole dilacera petrifica .. tem que virar palavra para poder voar . Leonor Cordeiro
In: http://leonorcordeiro.blogspot.com/2008/03/melancolia.html
Silvio Rodriguezconcierto Chile 1990 - oh melancolia 18/27:
In: http://www.youtube.com/watch?v=jwkSxk68ack
La Melancolia de Haruhi Suzumiya I 1/3:
http://www.youtube.com/watch?v=7sU3j4xj8qQ | ![]() | | ROC, 08-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Dica esquissada | Esquiça/o
Pau com que se tapa o buraco que se faz nas vasilhas do vinho; batoque.
Esquisso
Esboço; primeiros traços de uma obra.
Não convém confundi-los, nem trocá-los. | ![]() | | ROC, 06-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Ebitda | Ebitda é a sigla em inglês para Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization,
Traduzido literalmente para português significa: “Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização”
Ebitda, deve pronunciar-se da seguinte forma: "ébitêdêá. | ![]() | | ROC, 05-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Porque é que a Televisão não gosta de Livros? | Este é o tema da primeira tertúlia dos finais de tarde que a revista LER organiza, quinta-feira, na Livraria Bertrand, do Chiado. Marcelo Rebelo de Sousa, Inês Pedrosa e Nuno Santos, director de programas da SIC, vão ser os participantes neste debate moderado por Carlos Vaz Marques. | ![]() | | ROC, 05-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Dúvida de forma | | Década de 1950 ou década de 50? | Este fim-de-semana entrei numa pequena troca de ideias de cariz linguístico.
A questão era a seguinte:
Será que podemos dizer/escrever “na década de 1950”?
A minha opinião era que NÃO, que deveríamos dizer/escrever “na década de 50”.
Havia quem defendesse que SIM.
A nossa mente é fantástica em vários sentidos, um deles é a sua capacidade de fazer associações e corrigir, automaticamente, `os erros de forma´ na mensagem do emissor.
Quando lemos `década de 1950´, podemos depreender que quem escreveu a expressão se referia aos dez anos considerados por essa altura. Mas a estrutura não tem qualidade formal. Por um lado, há ambiguidade: `década de 1950´ pode ser interpretada como a década que, começando em 1941, terminou em 1950; e não a que, começando em 1951, terminou em 1960. Por outro, há uma incorrecção: um ano (1960) tem dias, não décadas (o que tem décadas é o século).
Assim, o correcto será escrever `década de 50, do século XX´ (ou do século passado). Desta forma, não fica espaço para dúvidas de que nos estamos a referir à década que começou em 1951. | ![]() | | ROC, 05-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | A propósito do Futebolês, em jeito de remate | Nem de propósito este "post" de Joaquim Vieira, Provedor do Público,
"O Livro de Estilo do PÚBLICO não prevê, com efeito, excepção ou tratamento diferenciado para a informação desportiva, pelo que também aqui deverão ser respeitados os seus “Princípios Gerais” de elaboração das notícias “da forma o mais imparcial possível” (ponto 2), do “rigor” como “preocupação central” (ponto 3) e de recurso “aos indispensáveis mecanismos de objectividade”, entre eles a “pluralidade das fontes” (ponto 9). De destacar ainda este aspecto, do subcapítulo “Opinião, interpretação, informação”: “A apresentação dos factos não deve ser ‘enviesada’ por forma a sugerir sub-repticiamente uma conclusão resultante da opinião particular do jornalista”."
In: Blogue "Provedor de Leitores do Público"
| ![]() | | ROC, 05-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Futebolês I | A força da técnica e a técnica da força.
Coloca o esférico à entrada da meia-lua.
Conduzir o esférico até a linha intermediária do meio-campo. | ![]() | | ROC, 02-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Futebolês | | Linguagem estereotipada muito utilizada no meio futebolístico. | As minhas frases favoritas são:
Bola à flor da relva.
No enfiamento da área.
Cruzamento largo e tenso.
Pontapé de canto em mangas arregaçadas.
Deu nas orelhas da bola.
Se alguém quiser partilhar alguma é bem-vindo/a | ![]() | | ROC, 02-05-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Comunicados de Imprensa amigos do google | Conheça aqui 20 dicas e truques para escrever comunicados de imprensa (SEO = Search Engine Optimized) 'amigos' dos motores de busca da Internet. | ![]() | | ROC, 30-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Como ter Sucesso nos Media Sociais? | Um boato é alguém que nos fala sobre os outros; uma chatice é alguém que nos fala sobre si própria; um conversador brilhante é alguém que nos fala sobre nós. | ![]() | | ROC, 30-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Aborregados, nós? | Quando alguém nos chamar aborregados, pode querer dizer uma de três destas coisas que se seguem:
Que somos parecidos com um borrego ou acarneirados, isto é, mansos e submissos.
Que somos como rochas polidas e modeladas (se a pessoa que está a utilizar a expressão for excessivamente subtil).
Que temos um corpo parecido com velos de lã (um pouco forçado, mas nunca se sabe, tudo depende de quem o afirma, mais uma vez).
Seja como for, desconfiem e não sorriam, nem com um sorriso amarelo. | ![]() | | ROC, 30-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Sobre o rol, o ror e os róis |
|
Rol é um substantivo masculino que vem do francês (rôle).
Pode ser utilizado com os seguintes significados:
|
Relação; lista; categoria; certo número de.
A dúvida surge em relação à formação do seu plural.
O plural de rol é róis.
Podemos ter um rol de testemunhas ou vários róis de testemunhas.
ATENÇÃO: Não confundir com a expressão popular de ROR que quer dizer uma grande quantidade.
Um ror de chocolates para nos enchermos até rebentar. | ![]() | | ROC, 29-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | O fim das versões impressas dos grande diários? | Espero que nunca me tirem o prazer de folhear os jornais diários de trás para a frente.
"Reluctantly, a Daily Stops Its Presses, Living Online"
In: The New York Times (Noam Cohen) | ![]() | | ROC, 28-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Quem é quem | O pronome quem usa-se apenas para pessoas ou coisas personificadas.
A utilização do pronome quem obriga, por uma questão de concordância, ao emprego do verbo na 3.ª pessoa singular.
Exemplos:
Fui eu quem fez isso. Fomos nós quem ficou responsável pelo trabalho. Verifiquei que eram eles quem tinha escrito aquela carta. Quem tem o prejuízo sou eu. Quem vai ao cinema é o Nuno e a Leonor.
O pronome quem apenas admite o verbo noutras pessoas, quando se trata do pronome interrogativo, quer a interrogativa seja directa ou indirecta.
Exemplos:
Quem são os jogadores? Não sei quem são os jogadores. Quem te julgas tu? Não sei quem é que tu te julgas. Podes dizer quem eles são? Não, não posso dizer quem são. Quem somos nós? | ![]() | | ROC, 28-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | A Regra dos 3 C's e o Resultado dos 3 I's | A Regra dos 3 C’s (clareza, correcção, concisão) só faz sentido se através da sua aplicação conseguirmos obter o que eu chamo de Resultado dos 3 I’s:
Informar
Interessar
Influenciar
Informar sobre algo ou alguém, interessar, quem lê, por esse algo ou alguém e influenciar quem lê, para que quem lê veicule a informação, pois o objectivo dos nossos comunicados é que sejam divulgados. | ![]() | | ROC, 24-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Aqui na LPM lê-se | | Eis alguns dos títulos que esta "minha gente" tem em mãos | “O Fiel Jardineiro”, de John Le Carré / “O Jogador”, de Fiódor Dostoiévski / “Danças & Contradanças”, de Joanne Harris / “Não Matem a Cotovia”, de Harper Lee / “4 Horas Por Semana - Trabalhar Menos, Produzir Mais”, de Timothy Ferris / “O Fantasma de Hitler”, de Norman Mailer / “Predadores”, de Pepetela / “Ter e Não Ter”, de Ernest Hemingway / “A Casa dos Espíritos”, de Isabel Allende / “Rio das Flores”, de Miguel Sousa Tavares / “Fogueira das Vaidades”, de Tom Wolf / "Dias Exemplares", de Michael Cunningam / “Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena - Correspondência 1959-1978” / “100 Histórias de Rádio”, de Marcos Pinto / “Demónios”, de Fiódor Dostoiévski / “Coca-Cola, a Investigação Proibida”, de William Reymond / "O Poder do Não Positivo", de William Ury / “O Sonho Mais Doce”, de Doris Lessing / “Em Carne Viva”, de David Grossman / “Ficções”, de Jorge Luis Borges / “Cinco Quartos de Laranja”, de Joanne Harris. | ![]() | | ROC, 23-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Sobre livros e sanduíches | | Dia Mundial do Livro | Hoje é um dia especial, todos devíamos poder ficar em casa, não a dormir, mas a ler um livro, dois livros, muitos livros.
Aproveito este dia para revelar uma embirração de estimação (estou um pouco cacofónica, lamento), refiro-me ao aportuguesamento da palavra (e não do objecto) sandwich, a conhecida sande (até ranjo os dentes ao pronunciá-la).
Apesar da embirração, sobre o assunto, cumpre informar:
Sanduíche foi a primeira reacção lusa ao famoso pão inglês sandwich. Infelizmente, logo a seguir, com a nossa vontade de simplificar, transformámos a "coisa" em sande (já consta do dicionário, credo) e para melhorar surgiu a popular sandes, nem sempre de courato.
A minha preferida é a versão sanduíche (com queijo fresco e tomate, salgada e apimentada q.b.), já que existe o verbo sanduichar para nos colorir a linguagem.
| ![]() | | ROC, 23-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Hoje é dia de LER | | "E o homem do leme tremeu e disse..." | O assunto é incontornável, a revista LER está de volta, desta vez com Francisco José Viegas ao leme.
É LER para crer!
| ![]() | | ROC, 22-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | A reinvenção da imprensa | "Escrever títulos é marketing. Há técnicas. Dois exemplos: quando se tem uma boa citação, deve-se ir à Wikipédia e inserir essa citação. E quando se escreve sobre alguém que tem um blogue, será legítimo pedir a essa pessoa que faça um link para o artigo? O New York Times reescreve os títulos para que sejam encontrados pelos motores de busca. Isso não é necessariamente mau, mas é uma forma de marketing."
Palavras, ao Público, de Jeff Jarvis, especialista norte-americano sobre a evolução da Internet. | ![]() | | ROC, 21-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Muito mais que palavras | |
More than words to show you feel that your love for me is real. What would you say if I took those words away? Then you couldn’t make things new just by saying I love you.
Give readers what they want—give them more than words. | ![]() | | ROC, 21-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | O espião que saiu, não do frio, mas das palavras | Neste site podemos ficar na crista da onda das palavras novas que vão surgindo em inglês. | ![]() | | ROC, 18-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | A diferença está nos fffff | | No "making of" de um filme podemos ver o "making off" do actor principal |
Making of
É um anglicismo que não é de fácil tradução para português (processo de elaboração), daí manter-se a sua utilização no original, devidamente aspado, ou a cursivo.
O que geralmente quer significar é o seguinte: uma reportagem, em televisão, DVD ou vídeo, a preparação e produção de um filme, de uma telenovela ou de um qualquer espectáculo de televisão.
To make = fazer.
Of = de
Making off, com dois "ff"
Off = fora
Tem um significado totalmente diferente, aponta para uma "partida rápida", isto é, “dar o fora” ou mesmo, o nosso corriqueiro “pôr-se na alheta”.
“Making of”
http://www.youtube.com/watch?v=SuiKhILiwao
“Gucci by Gucci Behind the scenes” - David Lynch
http://www.youtube.com/watch?v=G2c8asLbQ4s
| ![]() | | ROC, 18-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Acrónimo inteligente | Bruce Temkin sugere aqui um acrónimo (palavra formada pelas letras ou sílabas iniciais de várias outras palavras, e que se pronuncia sílaba a sílaba e não letra a letra - SIDA, laser, etc.) inteligente para ajudar a calibrar a responsabilidade do serviço ao cliente de uma companhia: ACES (Ás)
Accountability (responsabilidade) (tomar a responsabilidade de reparar o problema).
Communication (comunicação) (comunicar claramente as expectativas do processo e do jogo).
Empathy (empatia) (reconhecer o impacto que a situação tem no cliente).
Solution (solução) (no final do dia, certificar-se de que o problema foi resolvido). | ![]() | | ROC, 17-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | De espectadores a participantes |
Cómo los ciudadanos se involucran en el discurso mediático y cómo lo transforman. Nuevas líneas de investigación y de acción en comunicación y alfabetización mediática.
| ![]() | | ROC, 16-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Os eufemismos existem para nos facilitar a vida | A Rock With Arms
And other euphemisms
Eufemismo é uma figura de estilo que se utiliza para suavizar uma ideia (desagradável ou grosseira) por meio de uma expressão mais agradável.
Faltar à verdade (em vez de mentir)
Um calhau com braços.
A cidade dos pés juntos (em vez de cemitério).
| ![]() | | ROC, 16-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Literalmente português | Literalmente é um advérbio de modo que significa à letra, completamente. Junta o adjectivo literal (idêntico à letra do texto) à particula adverbial 'mente'.
Quando digo às 8h00 da manhã quero dizer literalmente a essa hora e não uns minutos mais tarde. Isto quer dizer que o que digo deve ser levado à letra.
Ela literalmente caiu da cadeira, quando lhe dei a novidade.
Descobri este blogue, e gosto de o bisbilhotar de vez em quando.
An English language grammar blog tracking abuse of the word “literally”
| ![]() | | ROC, 16-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | As informações devem ser esclarecedoras | "No mundo globalizado pela instantaneidade, mudou também a relação das pessoas com a notícia. Ninguém precisa mais do jornal para se informar. Mas precisa dele, cada vez mais, para se esclarecer. E se assim é, os jornais diários têm de aprender a olhar os fatos não em sua materialidade, mas pela significação dos efeitos, na qual está a verdadeira importância dos acontecimentos. " Carlos Chaparro.
In: http://www.oxisdaquestao.com.br/coluna_pasta_textos.asp
E é por isso que os nossos comunicados para a imprensa são cada vez mais importantes, não para apenas informar, dar a novidade, mas também para esclarecer, ou seja, elucidar, instruir.
Para tal, devemos seleccionar com cuidado e inteligência as informações que enviamos aos jornalistas, elas devem ser esclarecedoras, sem ser maçadoras pela sua extensão e repetição. | ![]() | | ROC, 14-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Ir fazendo pela vida até que ela nos falhe | | "Resumo da Matéria Dada" | "Uma das suas grandes qualidades - a perguiça! é assim que, depois de colaborar em jornais e revistas, funda a livraria Opinião. Não lhe bastou e, inspiradamente, anos mais tarde dá à luz um cinema - o Quarteto. Numa de poesia, vai publicando: 8 livros e continua a insistir. Dá-lhe para o tetaro e publica 12 peças e 1/2, mais 4 do que os filmes do Fellini.
Rádio e televisão? Leva muitos quilómetros de programas. Quanto ao cinema teve argumentos e realizou duas metragens (curtas, mas de boa vontade).
Foi amestrado, caricaturado, amado e odiado, representado, jurado, letrista, premiado, censurado, enganado e faz os possíveis, embora sem obter resultados, por ser feliz. Espera lá chegar se para tanto tiver engenho e arte. Entretanto vai fazendo pela vida."
Quem sou eu?
Sou Pedro Bandeira Freire.
Eis as ultimas palavras como o Pedro se descreve no seu último trabalho de escrita "Entrefitas e Entretelas".
Faltou dizer que foi admirado, e muito! | ![]() | | ROC, 13-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Do real para o simbólico | "O mar era a respiração da ilha, a sua música, o caminho dos que nada tinham."
(in: Horas Vadias, de Eduardo Brum).
Esta frase acompanhou os meus sonhos e pesadelos da noite, depois de ontem ter estado até 'horas vadias' com um grande amigo de há mais de 20 anos, numa conversa sobre os seus romances e as nossas leituras, na livraria Fabula Urbis. O filólogo Luís Fagundes Duarte e o jornalista António Valdemar foram alguns dos amigos de longa data que participaram neste encontro em que se falou essencialmente do percurso da de escritor de romances, Eduardo Brum, e de Lisboa.
Não conhecia a livraria (falha grave para uma lisboeta, apaixonada por livrarias) e recomendo-a vivamente. Um espaço dedicado quase em exclusivo à cidade de Lisboa.
Escusado será dizer que recomendo a leitura dos romances do Eduardo Brum, editado em papel, mas que podem ser lidos aqui. | ![]() | | ROC, 11-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Como retirar os "PR's" das cinzas | Uma colega enviou-me um "link" que não posso deixar de partilhar aqui
Estamos sempre na vanguarda!:) Bons argumentos para explicar a importância dos PR’s Multimedia. Vanessa Marques. | ![]() | | ROC, 10-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Socialite? Não, por favor! | Espero que a aplicação do Acordo Ortográfico não justifique palavras como socialite, é demasiado má. A expressão jet set já é de gosto duvidoso, até porque a sua tradução literal dá um resultado, no mínimo, curioso: conjunto de jacto (os finórios dos aviões a jacto???), enfim...
No Brasil, o termo equivalente é o tal socialite , que deriva do inglês, off course!
Quando a falta de imaginação e o piroso atacam, o resultado é algo semelhante a "socialaite". | ![]() | | ROC, 10-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Tempos de mudança e crescimento | "A impossibilidade de chegar a acordo sobre a ortografia oficial do português é um presente que oferecemos à concorrência."
Palavras, com muita propriedade, de Rui Tavares, no Público de hoje.
Confesso que gosto de mudança, em geral, e neste caso, embora me vá custar a alterar hábitos que já vêm da escola primária (a básica dos dias dos nossos filhos), concordo com a visão de Rui Tavares. | ![]() | | ROC, 09-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Como explorar as nossas boas sensações | | A sofrologia pode ajudar, acho... | A sofrologia é definida como o estudo da consciência humana e das suas modificações. As diversas técnicas que utiliza pretendem revelar e valorizar as capacidades do indivíduo em superar as dificuldades e os conflitos. O objectivo desta ciência (daí a terminação -logia) é o desenvolvimento pessoal, físico e mental para uma melhor adaptação e integração do homem no seu ambiente (grande desafio!).
Aprender a explorar as boas sensações que temos. Mais do mesmo aqui. | ![]() | | ROC, 09-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Ciosos nós? | | Ciumentos, zelosos, invejosos, que ideia... | Os portugueses "são mais ciosos da língua", quem o diz é o ministro da Cultura brasileito, Gilberto Gil | ![]() | | ROC, 08-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Há palavras que se adequam bem ao objecto que representam | | Parabéns ao meio século da esfregona | Acabei de saber que a esfregona faz hoje 50 anos de existência. Não gosto particularmente da palavra, mas tendo em conta a função que exerce, não podemos ser demasiado exigentes.
Apesar desta já longa existência da amiga esfregona, o ciberdúvidas registava o seguinte em 2000:
De facto, ainda não vi registado esfregona. Deve tratar-se de espanholismo, dado que em espanhol existe há muito o pejorativo fregona, que se aplica a criada ajudante de cozinha. Acho preferível esfregão, já que rodilha me parece ter caído em desuso em tal sentido, mas, de facto, agora chama-se esfregona a uma espécie de vassoura, e o nome já pegou praticamente.
Já o dicionário online da Porto Editora dá-nos a seguinte definição, actualizada:
Utensílio para limpeza do chão constituído por um cabo com tiras de pano na extremidade.
Há pessoas para quem a esfregona é, de facto, muito importante, senão vejamos um pequeno extracto de uma 'história' publicada num blogue:
Atenção às palavras a vermelho, que não existem em português.
(...) Tinha acabado de lavar a loiça do almoço e estava a passar o chão da cozinha com a esfregona. Naturalmente, tinha a porta da cozinha, que dá para o jardim da entrada, aberta. Os gatos mais novos rebolavam-se na areia enovelando-se uns nos outros e interrompiam os seus jogos de cabra-cega e de escondidas para se amandarem de sopetão e em voo rasante sobre os mais velhos que imperturbavelmente esfingeavam solenemente na areia quente do jardim. O Mião postou-se na soleira da porta e, de lá, seguia todos os meus movimentos com os olhos e a cabeça. Exagerei o trajecto e o movimento da esfregona ao que ele correspondeu com o exagero do olhar. Se parava a esfregona, parava a cabeça dele e só movia o olhar para o balde seguindo atentamente o meu esforço para torcer a esfregona.(...) | ![]() | | ROC, 07-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | A nossa língua é de todos nós | "Nenhuma soberania é dona da língua e a língua não é apenas nossa"
Quem o afirma é Adriano Moreira, presidente da Academia das Ciências de Lisboa. | ![]() | | ROC, 07-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Compaginar | Para além do significado evidente: meter em página, esta expressão é utilizada em sentido figurado com o sentido de unir, ligar intimamente.
“(…) nem sempre é fácil compaginar os interesses e anseios da grande imprensa nacional com alguns pequenos e envelhecidos jornais regionais ou locais.”
In: Público, 1998
Devemos compaginar a escrita cuidada com uma leitura atenta e crítica.
http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2008/04/o-provedor-rectifica-o-provedor.html | ![]() | | ROC, 07-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | De uma vez por todas: offshore e não off-shore | Offshore, e não off-shore, é uma expressão que vem do inglês, mas que já consta do nosso léxico. Pode ser utilizada:
- como adjectivo, indica algo que se localiza a alguma distância da costa. Em termos económicos, significa: algo que está fixado em território que não se encontra sujeito às leis nacionais;
- como substantivo, indica uma exploração de petróleo situada a alguma distância da costa. Em termos económicos, significa uma zona financeira que não se encontra sujeita à legislação fiscal do país de que faz parte.
Paraísos fiscais: países ou lugares onde se podem fazer grandes depósitos bancários e onde empresas multinacionais estabelecem filiais, aproveitando os impostos baixos ou da isenção fiscal.
CURIOSIDADE para descontrair destas questões delicadas:
“Roskopf” é o nome da marca comercial de um relógio que foi um monumental falhanço técnico e comercial. Com a criatividade que nos caracteriza, inventámos a expressão roscofe, que significa artigo de má qualidade e que se utiliza sobretudo em relação aos relógios. | ![]() | | ROC, 03-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Offenbach conta três histórias numa só | | e não devemos perder nenhuma delas | "Hoffmann escreve as suas histórias e vê-se imediatamente a vivê-las (...) ele sabe como todas elas acabam mal e tenta, por um lado, parar a acção e, depois, reescrever as histórias." (quem não gostaria de o poder fazer?). "Mas o que está escrito, escrito está."
Palavras ao DN de hoje, do encenador alemão Christian von Götz, sobre "Les Contes d'Hoffmann". | ![]() | | ROC, 02-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | História com estórias e istórias | História :: Estória
(Do grego historía, pelo latim historìa-)
Estas palavras não são sinónimas, digamos que é a mesma palavra com dupla grafia.
História 1
No português medieval escrevia-se historia, estoria, istoria, assim como homem, omé, omee (com til no 1.º e) e ome, mas nessa altura sombria a ortografia ainda não estava fixada.
História 2
Estória é uma palavra vinda do Brasil. Só depois veio história. A “história” conta que um brasileiro se lembrou de registar história, quando se tratava de "ciência histórica" e de utilizar estória para significar "narrativa de ficção", "conto popular", etc. Mas os dicionários brasileiros aconselham a que se escreva sempre história, embora se aceite a liberdade jornalística e literária da distinção de um e outro conceitos, o mesmo se passa em Portugal.
Para Edite Estrela, em “Dúvidas do Falar Português” o aparecimento da variante estória justifica-se:
“Por decalque da forma inglesa story ou por via popular, isto é, por transposição para a escrita da pronúncia corrente /storia/.”
Utiliza-se História, com maiúscula, quando nos referimos à História histórica J
história aos quadradinhos - história contada através de desenhos sequenciais;
história da carochinha - patranha;
história do arco-da-velha - invenção, história complicada e inverosímil;
História Sagrada – a Bíblia, o Antigo Testamento e o Novo Testamento;
passar à história - cair no esquecimento.
É caso para dizer: deixemo-nos de histórias e passemos ao que interessa, ou ainda, não vão em histórias.
Aconselho a que escrevam sempre história, com “h” em textos “oficiais”, caso se dediquem à ficção, então sintam-se à-vontade para utilizar o que vos “der na bolha” (bonita expressão, não? Equivale a telha, mona, etc.) | ![]() | | ROC, 02-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Freud explica... | Sigmund Freud:
“O escritor criativo faz a mesma coisa que uma criança quando brinca e reorganiza o mundo ao seu gosto usando a imaginação e a fantasia como matéria-prima.”
Se tivesse de dar uma cor à criatividade dava-lhe a cor azul. | ![]() | | ROC, 01-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Bom Dia das Inverdades | Confesso que tive de consultar a wikipédia para brilhar neste dia das mentiras. Assim, eis o que apurei sobre este dia "especial" que, a sermos politicamente correctos e irrepreensíveis, devíamos chamar de Dia das Inverdades e não Dia das Mentiras, ou Dia dos Bobos:
Há quem diga que a brincadeira surgiu na França. No século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da Primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de Abril. Em 1564, depois da adopção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de Abril. Foram gozados a bem gozar; passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de língua inglesa, o Dia das Mentiras costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, em Itália e em França, actualmente, é chamado respectivamente de pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de Abril".
No Brasil, o 1.º de Abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico que teve uma vida efémera, lançado no 1.º de Abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu, pela última vez, no dia 14 de Setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1.º de Abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente. | ![]() | | ROC, 01-04-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | O que é que significa CRIATIVIDADE? | A Porto Editora classifica a palavra criatividade como: “A faculdade de encontrar soluções diferentes e originais face a novas situações”
Para Edward de Bono, líder no campo do pensamento criativo: “Criatividade não é simplesmente uma maneira de fazer melhor as coisas. Sem ela, somos incapazes de fazer pleno uso das informações e experiências que já estão disponíveis e estão presas a antigas estruturas, padrões, conceitos e percepções."
Para o contrabaixista de jazz, Charles Mingus: “Complicar o simples é fácil. Criatividade é tornar o complicado em simples".
Para o psicólogo americano, Abraham Maslow, criador da pirâmide Maslow (hierarquia de necessidades - que defende que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto.) criatividade é “uma actividade mental organizada, visando obter soluções originais para satisfação de necessidades e desejos".
Antes de escolher o seu conceito de criatividade, leia aqui algumas opiniões. | ![]() | | ROC, 31-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Águas passadas não movem moinhos | O tempo verbal utilizado nos comunicados de imprensa deve ser, sempre que possível, o presente, pois é o tempo capaz de dar mais vida ao texto. No fundo, é como se a acção estivesse a acontecer no preciso momento em que está a ser lida.
O passado provoca uma sensação de distanciamento, tal como diz o ditado: "águas passadas não movem moinhos". | ![]() | | ROC, 31-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Poderá uma ovelha ser maliciosa e velhaca? | Depois de um sábado passado a estudar grafologia (a minha nova paixão), decidi descansar o intelecto com algo menos intenso, assim pus-me a ler uma das histórias de mistério de Agatha Christie, deixei, assim, a Hercule Poirot o cansaço das considerações perspicazes e inteligentes. Estava a meio da história quando a velha expressão "ovelha ronhosa" recordou-me que até há pouco anos atrás (uma vergonha, é certo) estava convencida de que a ovelha em questão era ranhosa e não ronhosa (maliciosa, velhaca, indesejável). Na verdade, nunca me passaria pela cabeça que uma ovelha pudesse ser maliciosa ou velhaca, sempre me pareceu um bicho pacífico, se bem que bastante estúpido. Achava que o ranho lhe assentava melhor que a ronha, mas estava redondamente enganada, como na altura alguém me esclareceu. Por isso decidi neste domingo pouco soalheiro partilhar este pequeno esclarecimento que com certeza não será novidade para a maioria dos meus leitores. | ![]() | | ROC, 30-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | "Focus Group" em tradução | Focus Group :: Discussão em Grupo Pesquisa qualitativa, de carácter exploratório, de um segmento do mercado (grupo de consumidores), com o objectivo de obter dados sobre a sua opinião, comportamento, percepção etc. sobre um assunto, produto ou serviço. Esta discussão é conduzida por um moderador e reúne um grupo de 5 a 10 pessoas, escolhidas mediante características pré-determinadas (classe, idade, sexo, educação etc.) e/ou específicas de um assunto (como a posse da algo ou a experiência com o produto/serviço em análise) para discutirem sobre um assunto em foco. A discussão é observada e registada por pessoas externas ao grupo.
Este tipo de pesquisa com vários grupos permite, após análise dos resumos das discussões, chegar a conclusões utilizáveis no mercado.
A minha proposta de tradução é: Discussão em Grupo, ou no limite Grupo-Foco, com hífen visto que corresponde a uma conceito específico. | ![]() | | ROC, 28-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Uma boa história nunca nos devia escapar |
“…Quando acordares teremos meses, anos talvez para colar os pedaços quebrados do teu passado, ou melhor ainda, poderemos inventar as tuas recordações à medida das tuas fantasias; por agora falar-te-ei de mim e de outros membros desta família a que ambas pertencemos, mas não me peças exactidões porque me hão-de escapulir erros, muita coisa me esquece ou se distorce, não fixo lugares, datas nem nomes, porém nunca me escapa uma boa história."
In: "Paula", de Isabel Allende | ![]() | | ROC, 28-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Há recordações que estão vivas para sempre | | Cinema Quarteto | "É uma festa
um sentimento
uma história
imortal como a do Orson Wells.
A ternura pertence-nos"
Imagens escritas por um querido amigo, Pedro Bandeira Freire, que me ensinou a magia das palavras do cinema.
In: "Rotas de Desejo"
| ![]() | | ROC, 27-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Investidores visionários de se tirar o chapéu | Durante os três anos em que integrei a direcção do ICAM (ICA actualmente), sempre que ao final da tarde me permitia o prazer de ir dar um passeio pelo Chiado, passava pela velha Livraria Guimarães e tentava conter a vontade de entrar e de me sentar no chão a folhear os livros, nem sempre consegui resistir, mas nunca cheguei a sentar-me no chão, confesso.
Li hoje no DN que Paulo Teixeira Pinto comprou a Guimarães Editora e que promete "(...) criar um espaço de leitura para além da livraria propriamente dita. (...) um espaço mais apetecível, onde haja todas as condições para estar a ler um livro, tomar um café, funcionar com um computador wireless, mexer nos livros e ficar lá o tempo que se quiser.
Fiquei "em pulgas" e garanto que serei uma das leitoras por lá sentadas, não no chão, mas seguramente com um livro na mão.
Obrigada Paulo Teixeira Pinto pelo investimento, pela visão e pelas palavras de remate:
"Só entrei nisto porque gosto de livros." | ![]() | | ROC, 27-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Concisos, mas não tanto | Devemos ser concisos nos nossos comunicados de imprensa, mas sem exageros:
1. O corpo dos comunicados de imprensa (excluindo o “lead”) deve ter mais que um parágrafo.
2. O ideal será o último parágrafo reafirmar e sumarizar os pontos-chave do comunicado de imprensa. | ![]() | | ROC, 27-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Embirrações de estimação... | Gostaria de ter sido eu a ter a ideia, mas não fui, não me deram tempo :). Seja como for, é uma ideia interessante e que tenho de divulgar aqui neste meu blogROC.
Os bloggers do Corta-Fitas têm um cantinho genial: "Palavras que odeio" que me dá um gozo especial em bisbilhotar frequentemente. Eu chamar-lhe-ia embirrações de estimação, mas concordo praticamente com todas elas.
Quando tive a disciplina de Latim, na Universidade Clássica de Lisboa, o meu grande professor, que infelizmente já morreu, Victor Jabouille, um dia saiu-se com uma afirmação que nos levou todos a rir. Ele não estava a brincar... Disse-nos que uma das suas palavras favoritas era a palavra ALGUIDAR, e esta???? Tenho, desde então, tentado pronunciá-la das formas mais empolgadas, sensuais, ou a olhar para o espelho tentando parecer um génio, mas confesso que não consigo abstrair-me do objecto de plástico amarelo ou vermelho que vou vendo em todas as casa a que vou.
| ![]() | | ROC, 26-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Como é que conseguimos incorporar dentro de? | Incorporar tem diversos significados: desde juntar num só corpo, reunir, integrar, incluir, enfim, tudo termos que implicam a noção expressa pelo in-, que para o que nos interessa, neste caso, é um prefixo que exprime a ideia de inclusão.
Depois de uma abertura como esta, quem descobre o erro na frase seguinte?
“Foi incorporado dentro da China” | ![]() | | ROC, 25-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Proposta de tradução | | "Benchmarking" :: "Downsizing" | Benchmarking: Aferição ou avaliação comparativa.
"Processo contínuo e sistemático que permite a comparação das performances das organizações e respectivas funções ou processos face ao que é considerado "o melhor nível", visando não apenas a equiparação dos níveis de performance, mas também a sua ultrapassagem"
Apesar da expressão "aferição" ter a vantagem de ser só uma palavra, a avançarmos para uma tradução, optaria por avaliação comparativa.
Downsizing: Estratégia empresarial que consiste em reduzir a actividade, o leque de produtos e/ou conjunto de recursos utilizados (sobretudo através da redução de pessoal que é a via mais fácil), com o objectivo de aumentar os lucros, ou tão-somente de salvar a vida da empresa.
Proponho a tradução para: redução de custos, ou se quisermos ser mais objectivos, redução de pessoal. | ![]() | | ROC, 25-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Vícios de linguagem a evitar | Há uma redundância que muitas vezes passa despercebida, mas que me fere o ouvido, tal como o subir para cima, ou descer para baixo. Refiro-me a algo semelhante a "para mim, pessoalmente ..."
Seria difícil "para mim, colectivamente", não?
Assim, se dizemos para mim é escusado utilizar o advérbio de modo pessoalmente.
Pessoalmente, considero essa opção a mais acertada.
ou
Para mim, essa é a opção que considero mais acertada.
e nunca
Pessoalmente, para mim essa é a opção mais acertada. | ![]() | | ROC, 24-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Quem disse que a língua portuguesa era simples? | | ter que :: ter de | Ambas expressões são possíveis e correctas, desde que utilizadas nas circunstâncias certas:
Ter de indica obrigatoriedade, estar na obrigação de, no dever de.
Assim, emprega-se quando se subentendem palavras como necessidade, precisão, desejo, obrigação, antes da preposição de:
Tenho de comer.
Tenho de o ajudar.
Tenho de sair a horas.
Tenho de te dizer o quanto me aborreces com os teus discuros.
Ter que (em latim, habere quod ou habere quid) apenas se refere à existência de qualquer coisa que há para fazer, ou que ainda não foi feita.
Assim, usa-se quando subentendemos palavras como muito, pouco, nada, algo, coisa, coisas.
Estas palavras são antecedentes do que, pronome relativo.
Este que é o complemento directo do verbo que se lhe segue:
Tenho muito que contar.
Elas tinham muitas coisas que dizer, mas ficaram calada.
Não tens mais nada que fazer? | ![]() | | ROC, 14-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Em defesa do género feminino | Títulos de função de órgãos de soberania, da administração local e do corpo diplomático conjugam-se no feminino, quando os cargos são ocupados por mulheres (é óbvio!).
Foge à regra o cargo de presidente, que não passa para presidenta.
primeira-ministra
ministra
secretária de Estado
deputada
directora-geral
governadora civil
vereadora
conselheira municipal
juíza
juíza-conselheira
desembargadora
procuradora da República
embaixadora (ATENÇÃO QUE EMBAIXATRIZ É A MULHER DO EMBAIXADOR)
consulesa
senadora
prefeita - QUE NEM SEMPRE SERÁ PERFEITA J
A ROC é outra excepção, isto é, ROC e não ROCA. | ![]() | | ROC, 14-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Em jeito de homenagem.. | | A Nuno Crato, matemático e divulgador científico português premiado no European Science Awards | A tabuada e a máquina de calcular
Num conto magnífico incluído na colecção Nove Amanhãs, Isaac Asimov (1920-1992) imagina uma civilização do futuro que se tinha esquecido da tabuada e dos algoritmos das quatro operações. Apenas as máquinas conseguiam fazer contas. Os humanos tinham de as usar para todos os cálculos, mesmo os mais elementares.
Ninguém se interrogava sobre o que as calculadoras faziam. Mas, a certa altura, aparece um jovem técnico que começa a ficar curioso. Repara em certas regularidades e constrói uma tabuada. Pouco a pouco, percebe o mecanismo das operações e começa a fazer contas.
Afirma com toda a confiança: «Três vezes sete, vinte e um... quatro vezes oito, trinta e dois...». Os amigos duvidam e vão verificar os resultados com a máquina. Dá certo! Dá sempre certo! «Soma agora 23 com 48! Dá 71! E não é que dá mesmo!?»
A história foi escrita em 1958 e parece premonitória. De facto, há hoje muitos jovens estudantes que sacam das máquinas para resolver as operações mais elementares. Habituaram-se a isso quando estavam na escola e já não o sabem fazer de outra maneira. Ora, fazer contas mentalmente é muito útil no dia-a-dia. Serve para comparar preços no supermercado, fazer trocos, medir o tempo, deitar contas à vida.
Nuno Crato
In: Expresso, Passeio Aleatório, 4/12/2004
| ![]() | | ROC, 13-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | O que estou a "blogar" interessa a alguém? | Damien Van Vroenhoven (conhecido como The Rock Blogger).aconselha-nos a fazer:
10 Perguntas Antes de Lançarmos um "Post" na Blogosfera. | ![]() | | ROC, 13-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | O voo da comunicação | |
"Só através de um cerimonial consegues comunicar. Se ouvires distraído essa música e considerares distraidamente esse templo, não nascerá nada em ti, nem serás alimentado. O único meio de que disponho para te explicar a vida a que te convido é, por conseguinte, que tu te comprometas pela força e te deixes amamentar por ela. Como te havia eu de explicar essa música que ouvi-la não basta, se não te achas preparado para te deixares formular por ela? Tão prestes vejo a morrer em ti a imagem da propriedade, que dela pouco mais resta do que gravatos. A palavra irónica é própria mas é do cancro; um sono mau, um barulho que perturba, e aí estás tu privado de Deus. E recusado. Vejo-te sentado no portal, tendo atrás de ti a porta da tua casa fechada, totalmente separado do mundo, que não passa do somatório de objectos vazios. Porque tu não comunicas com os objectos, mas com os laços que os ligam. Como é que havias de subir até aí, quando te desprendes disso com tanta facilidade?"
Antoine de Saint-Exupéry
In: "Cidadela" | ![]() | | ROC, 12-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Mnemónica segunda | Colocar sempre vírgula antes de mas.
Nota: não se assustem se virem um mas após um ponto.
“(…) Pedro, entusiasmado com um assentimento tão inesperado, pensou em abalar para Sta. Olavia. Mas ela tinha um plano melhor: Afonso, segundo dizia o Vilaça, devia recolher em breve a Benfica; pois bem, ela iria lá com o pequeno, toda vestida de preto, e de repente, atirando-se-lhe aos pés, (…)”
In: Os Maias, Eça de Queiroz | ![]() | | ROC, 12-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Formulação de antetítulos | | Não cair na tendência de dizer demais | Para ajudar na formulação dos antetítulos, para além de uma consulta ao Livro de Estilo da LPM que regista o seguinte:
Os títulos e os antetítulos devem ser inspirados no “lead”, (ou parágrafo de abertura) sem serem repetitivos, nem “matarem” a informação nele apresentada.
Não se devem repetir palavras no título e no antetítulo de um mesmo Comunicado de Imprensa.
Ø Os títulos e antetítulos não devem ser pontuados.
Ø Títulos descritivos não devem exceder as seis, no máximo sete, palavras.
Ø Títulos-síntese não devem exceder as quatro, no máximo, cinco palavras.
acrescento o seguinte:
Os antetítulos, de preferência, devem limitar-se a uma única palavra, ou a uma expressão.
Funções do antetítulo:
1. Estabelecer a relação entre a mensagem dada pelo título e um local, um tempo, uma pessoa ou um grupo de pessoas, uma instituição, uma empresa, uma situação ou um acontecimento.
2. Informar sobre o género de tema que o comunicado vai abordar.
3. Descodificar títulos provocadores.
O antetítulo deve ter um corpo de letra inferior ao do título.
| ![]() | | ROC, 11-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Uma página genial de entre 91 que não prestam | | 5 dicas para escrever bem, de Ernest Hemingway |
- Frases curtas.
- "Leads" (1.ºs parágrafos) curtos.
- Linguagem simples e afirmativa.
- Ser positivo e nunca negativo.
- Insistir até escrever alguma coisa de jeito:
“I write one page of masterpiece to ninety one pages of shit,” confidenciou Hemingway a F. Scott Fitzgerald in 1934. “I try to put the shit in the wastebasket.”
Aproveito para aconselhar a visita assídua ao copyblogger. | ![]() | | ROC, 11-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Inteligência, precisa-se | Quociente de inteligência (Q. I.) (e não coeficiente)
Trata-se da medida média da inteligência traduzida num valor numérico, resultado da divisão da idade mental (determinada por meio de testes) pela idade real ou cronológica.
A palavra quociente é a mesma que é usada em matemática: numa divisão exacta, o quociente é o resultado, ou seja, o número cujo produto pelo divisor é igual ao dividendo.
Quem quiser testar o seu quociente de inteligência:
http://free.intershop.it/iqtest/testcilibre.asp | ![]() | | ROC, 10-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Os "i" futuristas | iPhone, mais uma ferramenta que rapidamente se vai tornar indispensável.
Parece que faz quase tudo: chamadas telefónicas (daí o termo "phone"), aceder ao e-mail e à Internet (e está explicado o "i"), escrever e enviar mensagens, guardar imagens e texto (uma mistura de "i" e "phone"), ouvir música, rádio, ver vídeos (tudo no "i") e, também, criar o próprio "software". Dizem os especialistas que só não frita batatas. Eu não como batatas fritas, mas se assasse umas castanhas, não me importava. E já agora que permitisse ter acesso aos 'audiolivros', talvez fosse interessantes para levar os 'miúdos' a interessarem-se pelo Eça, pelo Garrett, pelo Camões, enfim, os clássicos... | ![]() | | ROC, 07-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Medida (providência) cautelar | Medida Cautelar - Providência de carácter urgente, tomada pelo juiz, mediante pedido do interessado, antes ou no curso de um processo, com o objectivo de assegurar a eficácia ou o resultado útil da decisão do pedido nele proferido. Digamos que é o pedido para antecipar os efeitos da decisão, antes do seu julgamento. É concedida quando a demora da decisão pode causar prejuízos.
Providência (do latim providentia) quer dizer: disposição antecipada de meios ou elementos, para a consecução dum fim. | ![]() | | ROC, 07-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | Sobre a abreviatura de designer | Da mesma forma que temos abreviaturas para engenheiro, doutor, arquitecto, por que não termos uma abreviatura para designer?
A proposta partiu da Associação Nacional de Designers e parece-me interessante. Passaríamos a poder incluir, por exemplo, o d.er Manuel ..., na equipa do arq. José ... e do eng. João...
O parecer de David Antunes, Ph.D em Teoria da Literatura, é esclarecedor. | ![]() | | ROC, 06-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | | A difícil tarefa de construir títulos | Encontrar um bom título não é tarefa nada fácil, mas podemos procurar ajuda em alguns autores de referência.
Segundo Mar de Fontcuberta, no seu livro fundamental “A Notícia”, antes de construirmos um título, devemos colocar-nos três perguntas:
O que é notícia no texto/comunicado de imprensa?
O que a torna diferente de outras notícias?
O que mais vai interessar ao leitor?
Só após termos respondido a estas três perguntas é que podemos descobrir a melhor construção para um título (e antetítulo).
Podemos, então, construir dois tipos de títulos:
Um título informativo (tecnicamente mais simples)
“Um título incitativo não se programa, não se encomenda, não se fabrica industrialmente. Requer um golpe de asa do qual resulte um produto cultural único, sem precedentes nem sucessores” (*) Este é bastante mais difícil, requer tempo e alguma criatividade.
(*) Claude Furet, “Le titre – Pour Donner Envie de Lire”, citado por Daniel Ricardo em “Ainda Bem Que Me Pergunta”, da Editorial Notícias. | ![]() | | ROC, 06-03-2008 | | comentar - ver comentarios (0) | |